Grupo de aventureiros vai percorrer Rota Bioceânica em motorhomes

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3 de fevereiro de 2026

Grupo de aventureiros vai percorrer Rota Bioceânica em motorhomes

Ao todo, cerca de 50 pessoas seguem viagem de 10 dias em 25 veículos.

Um grupo de aventureiros vai percorrer o trecho da Rota Bioceânica em Mato Grosso do Sul a bordo de motorhomes. Ao todo, cerca de 50 pessoas seguem viagem em 25 veículos, com a meta de transformar a estrada em casa e a experiência em vitrine para o turismo itinerante no Estado.

A concentração ocorreu no Marco Zero da Rota Bioceânica, que fica na Praça do Rádio Clube, em Campo Grande. O grupo passou a noite no local e partiu rumo ao interior na manhã desta sexta-feira (20).

A expedição é organizada pela Acampa-MS (Associação dos Motorhomeiros e Campistas de Mato Grosso do Sul). Segundo o presidente da entidade, Nabor Coelho, de 62 anos, o trajeto será feito, neste primeiro momento, dentro dos limites do Estado.

“Vamos percorrer todos os municípios que fazem parte do corredor dentro do Mato Grosso do Sul. É um esquenta até Porto Murtinho. Quando a ponte for inaugurada, provavelmente no ano que vem, vamos fazer o percurso completo até Iquique, no Chile”, explica.

Durante 10 dias, o comboio passará por cidades estratégicas do corredor bioceânico, como Sidrolândia, Nioaque, Jardim, Bonito, Caracol e Porto Murtinho, onde a expedição será encerrada no dia 28.

“Vamos ficar um dia em cada município. À noite, a ideia é promover integração com a comunidade, com feirinhas locais, apresentações culturais e troca de experiências. O objetivo é fomentar o turismo itinerante e divulgar os municípios que estão no corredor”, detalha Nabor.

De acordo com ele, o número de veículos precisou ser limitado por questões logísticas. “Estamos indo em 25 motorhomes, cerca de 50 pessoas. A associação tem quase 100 integrantes, mas no Estado já existem mais de 400 motorhomes documentados como motor-casa. É um movimento que cresce”, detalha.

Os participantes vêm de diferentes cidades sul-mato-grossenses, como Campo Grande, Ponta Porã, Maracaju, Sidrolândia, Caracol e Coxim. Para muitos, viajar assim não é apenas passatempo.

“Isso não é propriamente um hobby, é um estilo de vida. A maioria já vem do campismo desde jovem, começou com barraca de chão, depois foi evoluindo para trailer, Kombi e hoje está no motorhome. É algo que está no sangue”, afirma o presidente.

Entre os aventureiros está Carlos Roberto, o “Carlão”, de 77 anos, que viaja com a esposa, em uma caminhonete, puxando um trailer equipado com cozinha, banheiro e até ar-condicionado.

“Eu viajava de Jeep com barraca de teto. Depois que me aposentei, resolvemos investir em um trailer mais confortável. A gente sempre gostou de viajar de carro. Isso começou lá na década de 70, quando casei. Foi evoluindo com o tempo”, relata.

Para ele, a estrada também é espaço de encontros e aprendizado. “Tem gente que acha que o mundo só tem gente ruim. Tem gente ruim, mas tem muita gente boa também. Já fizemos amizade, participamos de encontros e conhecemos a Argentina, Uruguai, Peru e Bolívia. É gratificante,” afirma.

Na análise de Carlão, a estrada tem três pilares principais. “É conhecer lugares, pessoas, usos e costumes. Cada cidade tem uma cultura diferente, uma música diferente, uma comida diferente. Isso é fantástico”, finaliza.

Fonte: campograndenews